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Mais de um milhão de pessoas atendidas pelo serviço Viva Voz

O serviço Viva Voz, que presta atendimento telefônico gratuito pelo número 132 com orientação e informações sobre os riscos do uso indevido de drogas e seus efeitos no organismo, bem como oferece auxílio para buscar locais de tratamento, chega a marca de 1,3 milhão de atendimentos.
por publicado: 06/08/2013 14h47 última modificação: 20/02/2014 15h32

O serviço Viva Voz, que presta atendimento telefônico gratuito pelo número 132 com orientação e informações sobre os riscos do uso indevido de drogas e seus efeitos no organismo, bem como oferece auxílio para buscar locais de tratamento, chega a marca de 1,3 milhão de atendimentos. O telefone 132 faz parte do programa Crack, é possível vencer, iniciativa do governo federal para enfrentar o crack e outras drogas.

O atendimento telefônico do Viva Voz é gratuito, aberto a toda população brasileira. E, para evitar constrangimentos, à pessoa não precisa se identificar. Não é um serviço de denúncias. A central oferece orientações e informações sobre drogas lícitas e ilícitas, condução de usuários em crise, indicação de centros de tratamento, esclarecimento de dúvidas sobre o consumo, prevenção, tratamento e serve de fonte de pesquisas escolares e acadêmicas.

Atualmente o call-center conta com um supervisor de mestrado; dois supervisores de doutorado e 80 atendentes. O perfil dos consultores (atendentes) são alunos de graduação na área de saúde (medicina, farmácia, psicologia, biologia, biomedicina, enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional). O serviço funciona 24h por dia.

Nesses oito anos de funcionamento, já foram gerados mais de  1.3 milhão de registros de atendimento. Assim, foi possível prestar apoio efetivo para um total de 230.000 indivíduos, com interlocuções que tiveram duração média de 20 a 50 minutos.      

Perfil

O atendimento predominante é de homens, com idade maior de 35 anos (40%), com ensino médio incompleto, solteiro e com renda familiar de até 5 salários mínimos. O atendimento incluiu usuários de drogas em 35,5%; parentes de usuários de drogas foram apoiados em 10% dos casos (pai 0,75%; mãe 5,4%; outros parentes 3,85%); amigos foram 6,9% dos casos; profissionais de outras áreas que não da saúde ligaram em 11% dos casos; centros de tratamento ou profissionais da saúde em 1,6% dos casos e não foi dada a informação por 28,7% dos indivíduos que ligaram para o Viva Voz. As drogas mais questionadas no ano de 2012 por não usuários foi a cocaína (30%), pelos usuários foram tabaco (30%), álcool (74%) e cocaína (55%).

Dentre as principais dúvidas estavam: perguntas referentes aos efeitos das substâncias no organismo, locais para ajuda e tratamento. No caso de usuários é muito frequente perguntar como eles podem “parar” de utilizar a substância, já familiares ligam para conversar e esclarecer quais os melhores procedimentos e maneiras para lidar com seu familiar usuário de drogas. Aproximadamente, 25% a 35% dos usuários de drogas procuraram orientação para suspender o uso de álcool, tabaco, maconha e cocaína. Eventualmente, houve busca de orientação para suspender o uso de outras drogas, como êxtase, solventes e medicamentos sem prescrição médica.

 Estado do local da chamada das ligações atendidas pelos consultores (n=3.888)

 

ESTADOS

Freqüência (n°)

Percentual (%)

Acre

2

0,1

Alagoas

10

0,3

Amapá

5

0,1

Amazonas

6

0,2

Bahia

106

2,7

Ceará

87

2,2

Distrito Federal

41

1,1

Espírito Santo

30

0,8

Goiás

57

1,5

Maranhão

37

1,0

Mato Grosso

22

0,6

Mato Grosso do Sul

16

0,4

Minas Gerais

154

4,0

Pará

43

1,1

Paraíba

55

1,4

Paraná

40

1,0

Pernambuco

94

2,4

Piauí

44

1,1

Rio de Janeiro

170

4,4

Rio G. do Norte

33

0,8

Rio G.do Sul

192

4,9

Rondônia

10

0,3

Roraima

1

0,0

Santa Catarina

21

0,5

São Paulo

435

11,2

Sergipe

9

0,2

Tocantins

7

0,2

Não respondeu

2161

55,6

Total

3.888

100

O serviço Viva Voz foi inaugurado dia 21 de junho de 2005 pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) , em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A criação do Vivavoz foi anunciado na abertura da 6ª Semana Nacional Antidrogas, no Palácio do Planalto, quando foi celebrado  convênio entre o Serviço de Informações sobre Substâncias Psicoativas (SISP) e a Senad.

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