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Voltam ao Brasil mais 3,5 milhões de dólares repatriados da Lava-Jato

Conta era controlada por Edison Krummenauer, ex-gerente da área de Gás e Energia da Petrobras
por publicado: 06/07/2017 10h56 última modificação: 06/07/2017 11h47

Brasília, 06/07/17 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi informado nesta semana por autoridades suíças que foram repatriados mais 3,5 milhões de dólares que estavam na Suíça em conta controlada por Edison Krummenauer, ex-gerente de empreendimentos da área de Gás e Energia da Petrobras.

Krummenauer fechou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), durante as investigações da Operação Lava Jato, em 2016.

O réu admitiu ter aberto e controlar a conta em nome da offshore Kirwall Consultants S.A., no banco Julius Bär & Co. AG., que era utilizada para recebimento de vantagem ilícita. O dinheiro mantido nessa conta era proveniente de crimes de corrupção de funcionários públicos e de lavagem de dinheiro.

"Felizmente, graças ao trabalho de cooperação entre as autoridades brasileiras e suíças foi possível o retorno do dinheiro extraviado aos cofres públicos do Brasil. Isso nos dá um sentimento de dever cumprido e prova a grande importância da cooperação jurídica nos dias atuais, em especial com a maléfica atuação das organizações criminosas internacionais na tentativa de dissimular e ocultar os ativos ilícitos", ressalta Luiz Roberto Ungaretti, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional da Secretaria Nacional de Justiça (DRCI/SNJ).

Além dos valores repatriados, foram também obtidos documentos bancários referentes à mesma conta, que serão utilizados nas investigações e processos criminais.

O pedido de cooperação jurídica internacional para obtenção da repatriação foi feito pela Procuradoria da República no Paraná, em janeiro de 2017, e encaminhado ao DRCI, Autoridade Central brasileira para cooperação jurídica internacional, que realizou a análise documental e a tramitação da documentação às autoridades suíças, além de realizar o monitoramento do cumprimento do pedido.

Somente em 2017 foram repatriados 10,2 milhões de dólares, por intermédio de cooperação jurídica, provenientes de investigações da Operação Lava Jato.


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