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Modernização da PF priorizará combate a crimes internacionais, diz ministro

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Torquato Jardim falou sobre a proposta de enfrentamento dos principais crimes que atingem o país. Reformas e delação premiada também foram comentadas. Confira:
por publicado: 11/10/2017 17h16 última modificação: 11/10/2017 17h27

Correio Braziliense

“Estamos pensando em um projeto para até 20 anos à frente. Será um produto de qualidade", diz ministro. Foto Isaac Amorim/MJSP

Brasília, 11/10/17 – A Polícia Federal (PF) passará por um processo de modernização com foco em mais tecnologia e ações internacionais, informou nesta quarta-feira (11) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, em entrevista ao jornal Correio Braziliense. 

Para combater os cinco principais crimes que o Brasil enfrenta atualmente – tráfico de drogas, de armas e de pessoas, além de crimes financeiros e terrorismo – a pasta prepara um projeto de reestruturação junto com a própria corporação. O documento deve ser entregue ao presidente Michel Temer ainda este mês. 

“Estamos pensando em um projeto para até 20 anos à frente. Será um produto de qualidade”, explicou o ministro. Jardim também confirmou a permanência do diretor-geral da PF, Leandro Daiello, por decisão do presidente da República, até que esse trabalho seja concluído. 

Sobre o fechamento de acordos de delação premiada por parte da Polícia Federal e Ministério Público, o ministro afirmou que é preciso dominar a tecnologia de investigação para estar apto a fazer o interrogatório. Segundo ele, muitos detalhes podem ser observados por quem passou pelo treinamento típico policial, e não de promotor. “Ler os olhos, o movimento da pessoa, o tom da voz, a linguagem corporal. Quem observa isso tudo não se deixa enganar. Esse é o treinamento típico da polícia”. 

No entanto, Torquato Jardim defende que as duas instituições devam ter a capacidade de negociar alguns processos de forma conjunta, para bem formar uma à outra. Ele frisou que o resultado do trabalho policial não emite juízo. Por isso, deve ser compartilhado com o Ministério Público para que este dê ordenamento jurídico adequado. Jardim explicou que é possível fazer essa parceria, e que o MJSP pode estimular o debate e encontro das duas  instituições para que isso aconteça. 

Reformas
O ministro da Justiça também falou sobre os desafios que o TSE terá de enfrentar nas próximas eleições para regulamentar algumas questões, como as campanhas nas redes sociais e a distribuição interna de verba eleitoral dentro de cada partido. 

Sobre a reforma da previdência, Torquato disse se tratar de algo urgente. “A reforma é matemática. Não há como pagar. Não fazer uma boa reforma é não cuidar dos gastos”. 

A respeito das denúncias contra o presidente, Torquato Jardim disse que estão mal postas e são especulativas. Afirmou que Michel Temer está vencendo o processo mediante mecanismos constitucionais. “Ele não está preocupado com popularidade, mas com o resultado que irá entregar o país no ano que vem”.

Confira a entrevista na íntegra na página do Correio Braziliense
Parte 1
Parte 2  

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