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Depen firma parceria com a Fiocruz e promove campanha de combate à Tuberculose

A campanha visa a identificação e combate à Tuberculose nas penitenciárias do Brasil
por publicado: 07/11/2017 12h45 última modificação: 07/11/2017 20h13

Brasília, 07/11/17 – Nessa segunda-feira (06), a Diretoria de Políticas Penitenciárias (DIRPP) realizou uma reunião de alinhamento para a campanha de combate à tuberculose a ser executada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em todas penitenciárias do Brasil.

O objetivo desse encontro é apresentar propostas e indicativos para a ação promovida em parceria com o Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS) - Programa Nacional de Controle da Tuberculose, de modo que se ofereça serviços complementares aos existentes nas redes de saúde nos estados e no Distrito Federal, no âmbito da Política Nacional para Atenção Integral à Saúde da Pessoa Privada de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP).

O diretor-geral, Jefferson de Almeida, salienta que esta parceria é de extrema importância, uma vez que, além de antecipar diagnósticos, atua ativamente frente a esse fator que gera vulnerabilidade no sistema penitenciário. “O aspecto importante dessa campanha é que atingirá a população dos custodiados, sua família, bem como os profissionais inseridos no sistema prisional”, comenta o diretor.

Segundo Mara Fregapani Barreto, coordenadora-geral de promoção da cidadania do Depen, a tuberculose atualmente representa um grande problema de saúde pública. “Por ser uma doença de transmissão aérea, torna-se potencializada no ambiente prisional, gerando a sua propagação em virtude das celas mal ventiladas, iluminação reduzida, dificuldade de acesso aos serviços de saúde, são alguns fatores que contribuem para o elevado número de tuberculose no sistema prisional. Nesse sentido, vislumbrando as premissas que pressupõem a universalidade, a integralidade e a equidade dos serviços de saúde, justifica-se a ação ”, acrescenta a coordenadora.

O Governo Federal, junto a diversos representantes de Governos Estaduais e Judiciário, apoiados por especialistas e grupos sociais em defesa dos direitos humanos, esforçaram-se pela criação de condições para que a atenção à saúde da população custodiada fosse transposta para o SUS, deslocando, em parte, as responsabilidades pelo cuidado, dos serviços estritamente prisionais às redes de saúde do território.

 Prevenção e tratamento

A vacina BCG é obrigatória para menores de um ano, pois protege as crianças contra as formas mais graves da doença. A melhor forma de prevenir a transmissão da doença é fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível. Com 15 dias após iniciado o tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. O tratamento deve ser feito por um período mínimo de 6 meses, diariamente e sem nenhuma interrupção. O tratamento só termina quando o médico confirmar a cura total do paciente.

Serviço de Comunicação Social do Depen