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Brasil efetiva a extradição de Guilherme Longo em cooperação com Espanha

A pedido do governo brasileiro, Espanha extraditou Guilherme Longo, foragido do país. Ele retorna para responder pelo assassinato do enteado de três anos
por publicado: 19/01/2018 18h52 última modificação: 20/01/2018 13h58

Brasília, 20/1/18 – Foragido do Brasil desde 2016, Guilherme Raymo Longo teve a extradição efetivada neste sábado, dia 20 de janeiro. O brasileiro havia fugido para Barcelona, na Espanha, acusado pelo homicídio do enteado de três anos.

Longo foi preso no Brasil em 2013, após a localização do corpo da criança e conseguiu habeas corpus, em fevereiro de 2016, para responder pelo crime em liberdade. Em dezembro do mesmo ano, conseguiu fugir do país com documentos falsos para o Uruguai e depois para a Espanha.  Em abril de 2017, o extraditando foi preso na cidade de Barcelona, por força da difusão vermelha da Interpol, após denúncia de seu paradeiro.

Em maio de 2017, o Juízo da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão Preto/SP transmitiu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) a documentação formalizadora do pedido de extradição, a qual foi prontamente transmitida ao governo da Espanha.

Em novembro de 2017, o Estado brasileiro foi oficialmente comunicado da decisão favorável da Espanha de extraditar Longo, autorizando sua entrega às autoridades brasileiras. Na decisão do Poder Judiciário espanhol, proferida em 10 de outubro de 2017, consta o deferimento da extradição de Longo, excluindo o pedido relativo ao crime de ocultação de cadáver, pela conduta não estar tipificada na legislação penal espanhola. Além disso, informou-se que o tempo de prisão provisória cumprido pelo brasileiro na Espanha deverá ser computado como período de cumprimento de pena.

Guilherme Longo chegou ao Brasil, escoltado por policiais federais, na manhã deste sábado (20) no Aeroporto Internacional de Guarulhos e deverá ser encaminhado para a Penitenciária Tremembé II, onde deverá permanecer preso até seu julgamento.

Os procedimentos para que o processo acontecesse foram realizados pela Autoridade Central Brasileira, exercida pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) da Secretaria Nacional de Justiça do MJSP, com auxílio da Polícia Federal/Interpol e do Ministério das Relações Exteriores.


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