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Políticas sobre drogas: projeto Redes é tema de oficina nacional

Secretário nacional de Política sobre Drogas destaca a necessidade de grandes esforços em busca de resultados. "Apesar da dimensão do território brasileiro, não devemos desistir".
por publicado: 16/12/2016 16h18 última modificação: 16/12/2016 16h19

Brasília, 15/12/16 – O Ministério da Justiça e Cidadania (MJC), por intermédio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizou, ente os dias 14 e 16 de dezembro, a oficina nacional “Travessias e tessituras do Redes pelo Brasil”. O encontro faz parte do 2° Ciclo do Projeto Redes, ferramenta que tem articulado, mobilizado e integrado ações com foco em reduzir danos sociais quanto ao uso problemático de drogas. 

Na mesa de abertura do evento, o  secretário nacional de Políticas sobre Drogas do MJC, Roberto Allegretti, frisou que, ao construirmos uma política sobre drogas, estamos falando de gente, de pessoas. “O maior significado do projeto Redes é a interpessoalidade, pois nela está a capacidade de cada um refletir sobre a busca de transformação de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Esse é o ponto central”, afirmou.  

Allegretti também destacou a necessidade de grandes esforços em busca de resultados. "Apesar da dimensão do território brasileiro, não devemos desistir. Devemos perseverar. A luta é árdua, mas o que se pode alcançar com ela, para algumas pessoas, vale toda essa luta”, registrou o secretário ao agradecer a presença de todos. 

O representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Francisco Nascimento, enfatizou a necessidade do esforço em dar visibilidade às populações mais vulneráveis. Para Nascimento, o maior desafio “é a interlocução de como trazer propostas, pois não existe apenas uma construção. Ela se dará a partir de uma prospecção de possibilidades de articulação e formalização de parcerias”, pontuou, destacando o apoio da SDH ao projeto Redes. 

Pela Fiocruz, o coordenador executivo Francisco Netto destacou o Redes como uma tecnologia social “muito potente”, apontando a importância da continuidade do projeto. 

O representante regional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), Rafael Franzini, assinalou a importância dos direitos humanos como base para a construção da política sobre drogas. “O centro das políticas sobre drogas é a pessoa, e não as substâncias. Para o desenvolvimento das ações, devemos ter um olhar de saúde e menos punitivo”, defendeu Franzini. 

O coordenador de relações institucionais da Plataforma Brasileira de Políticas sobre Drogas, Grabriel Elias, trouxe enfoque para a importância do trabalho na ponta, ou seja, o contato com a prática em que se conhece em profundidade a realidade das pessoas com uso problemático de drogas e seu contexto social. 

Também compuseram a mesa de abertura o Promotor de Justiça do RN, Manuel Onofre de Souza Neto; e representantes da Secretaria Nacional de Assistência Social (MDSC), da coordenação geral de Saúde Mental Álcool e outras Drogas (MS), do Departamento de Atenção Básica (MS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).  

Sobre o projeto Redes
O projeto Redes é uma iniciativa da Senad em parceria com a área técnica de saúde mental do Ministério da Saúde e com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O objetivo desta ação é promover a aproximação entre as políticas de saúde, prevenção, segurança, proteção e inclusão social.

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